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Dia dos Pais: a importância da paternidade

Nessa data tão especial e tão comemorada, não podemos nos esquecer de um ponto crucial: é muito importante a presença afetiva dos pais na vida de uma criança.

A sociedade sempre apresentou uma tendência patriarcal, não é mesmo? O pai sempre foi responsável por sustentar a família, tomar decisões importantes e impor a lei dentro de casa. Enquanto isso, a mãe assumia uma posição de dona e cuidadora do lar e das crianças. Assim,os pais não estavam acostumados a demonstrar os afeto, fazer carinho e participar ativamente na educação de seus filhos.

Porém, esse cenário mudou. A família se tornou mais assimétrica e dinâmica. Os papéis na educação e na participação ativa na vida criança estão bem diluídos de forma equilibrada entre mães e pais.

Podemos, com toda certeza, afirmar que, assim como as mães, os pais têm um papel importante na formação e educação dos filhos. O pai ausente pode ser tanto aquele que foi embora de casa e abandonou a família, como aquele que não contribui para o desenvolvimento do filho, podendo até mesmo morar na mesma casa. Assim, mesmo morando em casas diferentes, um pai pode sim representar sua paternidade e participar da vida e do desenvolvimento da criança.

Não é mais tão comum vermos famílias constituídas por pais e mães. As famílias se tornaram modernas e nem sempre vemos mais pais e mães educando seus filhos sob o mesmo teto. Dois pais, duas mães, pai e mãe podem educar uma criança morando na mesma casa como podem fazer isso morando em casas separadas. O mais importante para as crianças é o afeto, amor e cuidados. Assim, a família tem o papel de suprir essas carências e necessidades.

É importante ressaltar que a paternidade não é restrita ao pai biológico. Na falta deste, a criança poderá encontrar outras referências, em tios, avós e mesmo irmãos mais velhos.

A figura paterna, geralmente, é aquela que serve para separar a mãe do filho (já que os dois possuem uma relação muito forte), além de dar limites, impor as regras, também é importante na construção da autoestima dos pequenos. O pai impede que a criança tenha problemas emocionais e psicológicos ao longo da vida.

Mesmo com todas as mudanças sociais, a figura paterna é essencial para o desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico do bebê. Sem ela, a criança desenvolve problemas de insegurança – falta de autonomia e independência -, tornam-se indivíduos hostis, agressivos e com grandes problemas de sociabilidade.

Além disso, a ausência do pai nos filhos – homens – traz um sentimento de medo em relação às mulheres. Já em relação às filhas, a ausência do pai traz como consequência o amor a homens ausentes ou distantes, chegando até mesmo a anulação de si.

Outro fato é a mulher ter medo e ficar receosa de se relacionar com homens, mantendo-se sempre pé atrás. Também se torna difícil largar a barra da saia da mãe, uma vez que serão crianças introspectivas e dependentes da figura materna. A tendência é que se tornem mais fechados, medrosos e intempestivos.

A analista de marketing Ellen Dizer sente muito o comportamento de seu pai em sua criação.
“A minha relação com meu pai sempre foi muito confusa, principalmente quando passei pela adolescência, que foi período em que passei a questionar a maioria das atitudes dele enquanto homem e pai. Antes de mais nada, amo meu pai, mas sei das suas limitações no papel de progenitor, entretanto não consigo eximir seus atos na criação que recebi. Infelizmente ele foi bastante negligente e isso acaba gerando reações em cadeia, como quando comecei a ter namorados, onde a minha insegurança com a figura masculina ficou aparente. Ao longo dos anos, a partir do momento que percebi a influência, lido isso de forma melhor, com alguns cuidados pra perceber certas situações, mas ainda assim a figura paterna ainda é um mistério pra mim. Espero conseguir escolher um bom pai pros meus filhos porque sei o quão a falha dessa figura pode resultar em problemas, às vezes bem maiores que os meus”, conta a especialista.

Ademais, para os meninos, a presença do homem é ainda mais fundamental, já que eles precisam de alguém para se espelhar e, principalmente, homens. Assim, o homem contribui para a introdução da criança no mundo das diferenças, nos âmbitos social e sexual, ajudando a construir relacionamentos e a confiança nos outros.

O empreendedor Adolfo Bertoli, que perdeu seu pai logo cedo, afirma que sente muito a falta de seu pai e da figura que ele representa.
“Perdi muito cedo o abraço de meu pai. Senti e sinto muita falta de um abraço de Pai. Quem os tem ainda, abrace de corpo inteiro e forte”, diz.

A figura masculina, então, deve participar da rotina da criança, assumir várias tarefas, como ninar, contar histórias, passear, buscar na escola, dar banho e almoço. Lembrem-se que cuidados que envolvem contato físico criam laços.  Devemos ressaltar que não é só a mãe que sabe o que é melhor para a criança, o pai em da casa também deve colaborar nas escolhas.

Mayra Bernardes, estudante do CEFET – MG, só pensa em agradecer o seu pai pela presença forte em sua vida.
“Desde criança, a primeira coisa que me vem na cabeça quando dizem a palavra ‘pai’ é amparo. Naquela época, era ele quem me levava pra cama quando eu adormecia no sofá; Depois, era ele a persistência com meus erros de matemática no dever de casa; Hoje, é ele a voz que sempre diz “eu já sabia” quando eu não acreditava o suficiente. Só consigo pensar em agradecer o meu pai por tudo”, afirma.

Sendo assim, podemos afirmar que é através da ligação afetiva dos pais, que os filhos se tornam adultos seguros e confiantes. Acredito que todos os pais deveriam saber disso, com certeza o número de abandonos e rejeição seria muito menor. Pais são importantes, as crianças precisam do apoio deles.

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